domingo, 21 de outubro de 2012

O terror da floresta

22 de Janeiro de 1996.
Júlio estava muito tenso, como toda a sua família,está havendo uma série de assassinatos nas florestas próximas a sua casa há um mês. A polícia ainda não resolveu o caso e a cada dia que passa o resto da população de Ribeirinha. Está se espalhando boatos de que há um monstro na floresta, que mata todos que entram lá.
No dia seguinte toda a cidade estava tensa, um sobrevivente do ataque estava prestando testemunho na polícia. Finalmente, a polícia falou que o assassino tinha a pele totalmente branca, olhos brilhantes e andava de quatro. Ela suspeitava de que tudo isso não passava de uma brincadeira de mal gosto de jovens, ou trabalho de um psicopata insano.
Foi resolvido que a polícia entraria armada na floresta e iria atrás do assassino. Por isso Julio estava tenso, porque ele fazia parte da polícia que iria fazer a ronda.
-Cara, você acredita nessa história desse assassino?
-Nem, eu não acho que seja um monstro como aquela mulher descreveu, concerteza ela estava louca.
-Senhores!-disse o coronel, ao mesmo tempo que todos batiam continência- Haverá uma divisão, os soldados Atenor, Silva, Silveira e Queiroz irão por aquele lado, o resto vem comigo.
Após a divisão os soldados caminharam em direção ao lado imposto pelo coronel, mas exitantes, com medo da morte.
A noite estava silenciosa, nenhum som, a não ser o da respiração dos policiais.
-Já faz 2 horas que rodamos essa floresta, você acha que esse cara está aqui mesmo?
-Não sei, sinceramente, talvez ele esteja para aquele lado.
No mesmo momento o rádio que estava a posse do policial Queiroz começou a chiar e então a voz do coronel surgiu:
-Soldados e policiais, corram, ele está caçando vocês, ele não é humano, ele...ele... Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh
Depois os soldados e policiais que estavam presentes ouviram grunhidos, e gritos e o choro do coronel, antes do rádio desligar. Todos ficaram em silêncio, até que um dos soldados se desesperou e começou a correr, a tempo de um vulto pular e o puxar para as sombras. Os soldados voltaram para a clareira que estava iluminada pela luz da lua. O resto do local estava tudo escuro. Nenhum som, nem mesmo os gritos do soldado que foi pego pelo vulto. Será que ele estava vivo. Aquela tropa, nem ninguém nunca saberá se sim.
No mesmo instante o vulto reapareceu e deu para vê-lo claramente.

Ele caminhava em direção ao grupo de soldados. Não havia esperança. Não havia saída. Ele pulou e agarrou o primeiro soldado que com um grito desabou e foi encaminhado para a morte após uma mordida no pescoço.
-Meu Deus!- gritou um dos soldados e correu, mas não foi rápido, pois o monstro pulou em sima dele e arrancou seus órgãos fora com uma mordida.
Todos os soldados e policiais corriam agora e os que tentavam parar para atirar no monstro recebia uma morte cruel.
Agora só sobrava 3 soldados Atenor, Silveira e Queiroz. Eles corriam sem parar nenhum momento, desesperadamente a procura da sobrevivência. Mas não foi muito útil. O monstro reapareceu e atacou Silveira que desabou no chão e nem percebeu o bote, já estava morto.
Nesse momento o monstro olhou para o soldado Queiroz e ele percebeu que estava morto. Se ele morreria, Atenor tinha que sobreviver, alguém tinha que sobreviver para contar essa história para o resto do mundo.
Queiroz pulou na direção do monstro e o monstro com uma garrada o jogou para o lado e pulou e cima dele. Nesse momento ele se lembrou da promessa que havia feito a sua esposa e ao seu filho de 5 anos, "eu prometo que eu volto, eu te amo".
Nesse momento o monstro tentou morde-lo, mas ele fastou a cabeça.
-Corra Atenor!
Atenor começou a correr, bem a tempo ele olhou para trás e viu o monstro arrancando a cabeça de Queiroz, foi isso, a morte do doce Júlio, o jovem Júlio, de 25 anos, mal tinha entrado na polícia e morreu tão brutalmente, como Atenor diria a família dele isso, como encararia o choro de sua esposa e seu filho.
Ele sentiu uma lágrima escorrer pelo seu olho enquanto ele corria, ele se sentia culpado por tudo, ele era o capitão, deveria ter sido ele a se sacrificar, um garoto de 25 anos foi mais corajoso que um capitão de 36 anos.
Atenor olhou para trás a tempo de ver o monstro se afastando, ele havia conseguido, sobreviveu, chegou a cidade vivo. Mas agora precisava contar a família de Júlio e a polícia. Precisava contar isso para o mundo.
12 de Outubro de 2006

Já fazia 9 anos desde o acontecimento na floresta, Atenor olhou para si mesmo no espelho, o solitário Atenor, sem família, amigos, vida. Ele sabia que estava prestes a morrer, o Berwn estava próximo, queria matá-lo, como fez com a testemunha anterior, iria matá-lo, porque ele sabia e acreditava sobre sua existência.
Atenor ouviu um barulho na porta, seguido pela cozinha, corredor.
Quarto.
Ouviu coisas sendo derrubadas e grunhidos.
Então tudo ficou silencioso. Estava estranho demais. Silencioso demais. Atenor se aproximou da porta. Tocou no trinco da porta semiaberta. Então o Berwn pulou em cima dele e mordeu seu pescoço. Seus olhos foram feixando enquanto ele ouvia o monstro falar com uma voz rouca, áspera, "tenha bons sonhos".

Recorte do jornal de São Paulo 2006
"Ontem homem foi assassinado no interior de sua casa por motivos inexplicáveis e por um assassino misterioso. Não há testemunhas nesse caso. A polícia disse que o corpo foi encontrado com diversos cortes e uma mordida no pescoço. A única coisa que encontraram na casa que poderia ser usado como pista era umas páginas do diário dele, colocadas acima e uma folha em sua mão. Nela havia escrito:
"Não leia o diário. Virará testemunha"
A polícia ainda não entendeu o que está acontecendo e está oferecendo uma recompensa de 20.000 reais por uma informação do assassino. A única coisa que foi encontrada foi a foto que foi apresentada no texto acima"
Recorte do jornal de São Paulo 2007
"Desde a publicação do diário do soldado Antenor, diversas mortes estão acontecendo no interior de São Paulo."

Provavelmente você não entendeu o que isso quer dizer, essa história foi baseada em fatos reais. 5 das pessoas que já leram esse diário foram realmente assassinadas. (Ou será que não)

Tenham bons sonhos e espero que o Jeff durma com vocês.

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